Sérgio Moro toma decisão surpreendente e manda soltar operador do MDB

O juiz Sérgio Moro deu a ordem para que fosse expedido um alvará que resultaria na soltura de Mário Miranda, homem que é acusado de ter sido o operador de propinas do MDB. Moro deu a ordem nesta última sexta-feira, dia 1 de junho. Porém, se engana quem pensar que Sérgio pediu que Miranda fosse solto por pura piedade.

Foto:Reprodução

Mário que foi o alvo principal da Operação Dejà Vu, fase 51 da Lava Jato, confessou quase tudo e falou sobre vários crimes além de deixar 7,2 milhões de dólares a disposição da Justiça, dinheiro esse que estaria repatriado na Suíça. Tal atitude deve ter ajudado nas investigações e resultado em uma certa “clemência” que agora se transformou em um alvará de liberdade.

Ele ainda afirmou que todo esse dinheiro veio de práticas ilícitas por meio de vários contratos da Petrobras. A tal Operação Dejà Vu tem como objetivo principal mirar os contratos da área Internacional que envolvem a Petrobras, algo no valor de 825 milhões de dólares que teriam rendido uma quantia de 40 milhões em propina para o MDB.

Essa propina teria sido repassada no encontro dos delatores da Odebrecht que supostamente teria acontecido. Os envolvidos eram ninguém mais ninguém menos que antigos presidentes da Câmara, Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves e o atual presidente da República, Michel Temer.

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Não podemos deixar de ressaltar que Miranda não estava sozinho como alvo, outro operador chamado Sérgio Bocaletti, era igualmente suspeito de ter recebido 31 milhões de dólares através de diversas contas que eram mantidas por meio de operadores financeiros que ficavam fora do país.

Os operadores se viam em situações complicadas, além de servirem de ponte, ainda eram suspeitos de representarem diretamente vários políticos do MDB. Foram investigados por estarem realizando a entrega de dinheiro em moeda nacional e em espécie no país.

Ninguém mais sabia das informações que Miranda teria dado, apenas no dia 16 é que suas declarações foram oficialmente registradas pela força-tarefa da Lava Jato e mais tarde se tornado públicas. As “escolhas” dele influenciaram bastante nas investigações, de tal forma que Sérgio Moro achou “justo” conceder um aval de liberdade.

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