Marina afirma que é a hora de ser Presidente do Brasil

Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente irá tentar pela terceira vez o maior cargo eleitoral em Outubro, com a confiança que os eleitores irão dar o apoio necessário e entender suas propostas, a tão comentada renovação no sistema político, enfraquecido pelos escândalos de corrupção e pela crise econômica sofrida no Brasil.

“Pela terceira vez eu estou me colocando como candidata à Presidência da República (…) Entendendo que nunca foi tão necessário um projeto político de país, que atenda algumas questões que eu considero fundamentais”, disse a presidenciável nesta sexta-feira, para correspodnetes entrangeiros na coletiva que aconteceu na cidade do Rio de Janeiro.

Apesar das pesquisas não estarem fortes ao seu favor, atribuindo a ela apenas 10% das intenções de voto (sendo metade atingida em 2010 e 2014, quando surpreendeu, ficando em terceiro lugar), Marina afirma que as próximas eleições serão “fortemente pulverizadas”, tendo uma grande chance e espaço para romper o monopólio do poder, algo antigo na opinião de Marina, sendo exercida por velhos partidos desde a restauração da democracia, em 1985.

“Acho que chegamos ao fim de um ciclo”, diz a ex-senadora e também ex-ministra de Lula, que rompeu os laços com o PT e decidiu apoiar Aécio Neves (PSDB) em 2014, quando acontecia o segundo turno.

“Há uma profunda estagnação do sistema político brasileiro, no qual os principais partidos que historicamente se revezam no poder desde a conquista da democracia estão gravemente envolvidos em problemas de corrupção”, declarou, se referindo aos recentes escândalos e denúncias que levaram á prisão de inúmeros políticos, na qual a maioria são altos dirigentes, como Lula.
Relembrando o ex-presidente, que possivelmente não poderá se candidatar por consequeência dos casos na justiça, Marina faz questão de citar que o PT apoiou a lei da Ficha Limpa “uma conquista da sociedade brasileira para evitar que aqueles que praticam crimes de corrupção contra o interesse público possam ser candidatos, desde que estejam devidamente condenados”.

“A lei não pode ser adaptar às pessoas. As pessoas é que têm que se adaptar à lei”, indagou para todos.

A ex-senadora não mostra medo por não ter o apoio por parte do Congresso, para conseguir governar, citando que a ex-presidente Dilma Roussef foi tirada do cargo por um Congresso no qual a maioria eram supostos aliados e que Michel Temer tem o apoio da grande maioria dos deputados e, mesmo assim, não consegue governar da maneira em que almeja.

Presidencialismo de propostas e laicismo

Marina Silva fez questão de citar que seu objetivo é sair do presidencialismo de coalização, baseado em favores para partidos que ganham partes do Estado para governar, criando uma nova maneira, um presidencialismo de propostas.

Ela almeja construir um Brasil com a economia prospera, justa socialmente, com diferentes culturas, politicamente democrática e sustentável ambientalmente.

Marina foi até mesmo indagada sobre sua opinião na liberação do porte de armas, proposta vinda do deputado Jair Bolsonaro (PSL), primeiro colocado caso haja a ausência de Lula. A amazonense responde:

“Não acredito que se vai resolver o problema dramático de um pais que tem mais de 60.000 pessoas assassinadas por ano, 30.000 jovens negros de comunidade pobre, distribuindo armas para a população (…) Pelo contrário, isso será a elevação da violência”.

Em relação a economia, ela se define como apoiadora de “uma economia de mercado, sem que tal coisa seja visto como um dogma”, advertendo: “O Brasil já pagou um preço muito alto pela visão dogmática contra o mercado e agora paga um preço altíssimo com a visão dogmática pró-mercado”.

Muitos de seus adversários insistem em critica-la por seu conservadorismo, o que Marina faz questão de lembrar ter proposto em plebicito para o debate da legalização da maconha e até mesmo do aborto.

“Desde 2010 que tenho assumido uma posição muito clara em relação a esses temas (…) Do ponto de vista pessoal não sou favorável ao aborto, mas defendo que se faça um plebiscito como acontece em vários países do mundo”, afirma.

“Em relação à discussão sobre a legalização das drogas, a mesma coisa, que se faça um debate a través dum plebiscito. Não sou favorável a que pessoas que são usuários, que precisam de tratamento, sejam presas em função de uso de drogas”, acrescenta.

Indagada em relação aos homossexuais ela lembra que a Constituição brasileira “assegura o Estado laico e no Estado laico as pessoas têm o direito de (…) não serem discriminados independentemente da cor, da condição social, da orientação sexual”.

Fonte: Notícias ao minuto

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