Gilmar Mendes manda soltar 19 envolvidos na Lava Jato e Bretas diz ao ministro que a corrupção não pode ser ignorada tão facilmente

As coisas parecem estar tensas dentro do Supremo Tribunal Federal (STF), isso porque o juiz Marcelo Bretas não conseguiu esconder seu “nojo” e sua insatisfação com o problema que já assombra o país há muito tempo. Bretas que é o homem responsável pela Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, decidiu enviar um ofício ao ministro Gilmar Mendes, pertencente ao STF.

Foto:Reprodução

Em seu ofício ele ressalta a atenção que deve existir com a corrupção, Marcelo alega que tal infração não poder ser vista como um simples crime menor. Porém, Gilmar Mendes disse que não possui nenhuma intenção de falar sobre o tema. Tudo aconteceu depois que o próprio ministro dar a ordem para soltar pessoas que o juiz mandou prender.

Foram 19 pessoas que teriam sido condenadas graças a Operação Lava Jato e isso gerou uma enorme insatisfação em Bretas, levando o juiz a escrever sobre a gravidade do crime de corrupção. Segundo ele, houve sim uma repressão as organizações criminosas existentes no Rio de Janeiro, mas que agora era necessário seguir o que está previsto no Ordenamento Jurídico nacional e internacional.

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Marcelo diz diretamente a Gilmar que todos os casos de corrupção não devem em hipótese alguma ser tratados como simples crimes, porque de acordo com o juiz, a gravidade não está relacionada apenas com a violência física imediata. Muito maior que um crime físico, seria um que corrompesse os agentes públicos, pois estes afetariam diretamente um número infinitamente maior de pessoas.

Gilmar Mendes mandou soltar várias pessoas envolvidas na Lava Jato, algumas pessoas até mesmo dizem que ele fazendo isso estaria fazendo tudo ser em vão. Para se ter uma pequena noção, quatro doleiros diretamente ligados a Lava Jato foram soltos, outros dois integrantes do governo de Sérgio Cabral também ganharam a liberdade.

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Mais dois presos que foram detidos na operação Pão Nosso e um grande empresário suspeito de ter feito fraude no sistema penitenciário da cidade do Rio de Janeiro retornaram as ruas. O ministro usou como “contra-argumento” que não existe nada que justifique a prisão dos homens citados acima e finalizou dizendo que determinou certas medidas cautelares para as pessoas que estão sob investigação.

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