Diretor diz que Museu Nacional recebe menos da metade da verba que necessita para manutenção

O diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, afirmou nesta terça-feira (30), em audiência na Câmara dos Deputados, que os recursos que a instituição recebe menos da metade do que necessita para a manutenção do prédio, destruído por um incêndio no começo de setembro deste ano, no Rio de Janeiro.

Segundo Kellner, o museu tem receita de pouco mais de R$ 6 milhões por ano. Mas, para atender suas demandas, precisaria de pelo menos R$ 13 milhões.

Só para a manutenção de brigadistas para o combate a incêndios, argumentou, o museu precisaria gastar R$ 1,1 milhão, mais do que o dobro do que a instituição tem disponível.

Segundo Kellner, quando o incêndio aconteceu, a instituição contava com extintores e não havia fios desencapados.

“Não havia perigo imediato de incêndio no Museu Nacional. Isso é que dói mais”, declarou.

O diretor do Museu Nacional apresentou os dados em audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, que discute o tema.

Apesar das dificuldades financeiras, Kellner afirmou que a instituição mantém a capacidade de produzir ciência. “Nós temos o principal que um museu necessita: a capacidade de criar conhecimento”, declarou.

O diretor do museu afirmou que instituições estrangeiras – dos Estados Unidos, China, Argentina, Japão, entre outros – querem ajudar, cedendo acervo.  

“O que aconteceu no Museu Nacional foi péssimo para nosso país. Por outro lado, existem várias instituições querendo ajudar”, informou.

Ele também defendeu a necessidade da construção de um prédio temporário para que o atendimento às escolas da região seja mantido. Antes do incêndio, afirmou Kellner, o museu recebia, por ano, entre 20 e 25 mil alunos, de 600 escolas. 

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