Cirurgia de Amigdalas, tratamento e causas

Se trata de uma inflamação das amígdalas (gânglios linfáticos), que estão localizadas na garganta ,com a função de defender a região. Como elas ficam expostas à passagem do ar, bebida, comida e tudo que leva-se até a boca, acaba se tornando um alvo para bactérias e vírus. Com a intenção de combater qualquer invasor, as amígdalas incham, podendo conter até pus, e acionam um processo inflamatório.

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A inflamação é causada por bactérias, sendo os Streptococcus a mais frequente. O diagnóstico é dado com base nos sintomas descritos pelo paciente, e pode ser que seja necessário a verificação da bactéria presente para que possa ser indicado o medicamento certo.

Sintomas

São comuns febre alta, dor de garganta, calafrios, pus na garganta (pontinhos brancos), dificuldade ao engolir, irritação na garganta, mau hálito, dor de cabeça, rigidez no pescoço, rouquidão, gânglios aumentando na região da mandíbula e pescoço, tosse seca e perda do apetite.

Fatores de risco

Refluxo gastroesofágico, tabagismo e fumo passivo, ambientes com ar-condicionado, aglomeração em lugares fechados e não ventilados e idade (uma vez que os mais jovens tendem a ter maiores chances de apresentar a doença).

É contagiosa?

Sim, principalmente se trata da viral. Para isso, é importante tossir sempre com um lenço na boca, lavar bem as mãos e não compartilhar toalhas, pratos, talheres e coisas do tipo.

Tratamento

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É necessário tomar antibióticos que forem receitados por seu médico. O tratamento é feito com antibióticos derivados de penicilina pode ser feito por 10 dias, já aos pacientes alérgicos, pode-se usar azitromicina por 5 dias. Também é importante fazer gargarejos com água morna e sal todos os dias, pois assim aliviará a dor da inflamação na garganta.

Exame

O diagnóstico será feito após um exame físico, no qual o médico irá examinar a boca e a garganta do paciente, observando o inchaço das amígdalas, o hálito e também o pescoço. Logo depois, serão analisados os exames de laboratório, como contagem das células sanguíneas, teste de mononucleose, exame para detecção do Estreptococo e a coleta  da secreção da garganta.

Cirurgia

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Alguns pacientes  podem precisar de uma intervenção cirúrgica para a solução do problema. A cirurgia se chama amigdalectomia. Ela é indicada quando há dificuldade para respirar e para as pessoas que não respondem bem ao tratamento. Nesse caso, as amígdalas são retiradas.

O procedimento dura cerca de 30 a 45 minutos, e é feito sob anestesia geral, varia somente em casos específicos.
A grande maioria dos pacientes recebem alta no mesmo dia em que a cirurgia foi feita, dependendo somente do resultado. É comum que após o procedimento o paciente sinta dores na garganta, podendo variar a intensidade. Pode também haver dores no ouvido, maxilar e no pescoço.

É importante respeitar o repouso, beber bastante liquido, evitar alimentos quentes e sólidos, umidificar o ar para evitar a irritação na garganta e usar pastilhas para reduzir a dor. A recuperação pode levar até 7 dias. O uso errado das medicações podem levar à resistência bacteriana, portanto é importante seguir corretamente as prescrições médicas.

Tem cura?

Se não forem tratadas, as complicações podem ser graves. Crianças com amigdalite devem permanecer em casa até que tenham sido tratadas com antibióticos por 24 horas. Isso ajuda a não transmissão da doença. A transmissão da amigdalite é feita pelo contato direto com as gotículas de saliva da pessoa contaminada.

A amigdalite pode ser dos seguintes tipos:

 

Amigdalite bacteriana: geralmente causada por Streptococos e Pneumococos

Amigdalite viral: geralmente causada pelos vírus Adenovírus, Epstein-barr,Citomegalovírus e vírus da parotidite

Amigdalite aguda: quando a infecção dura até 3 meses

Amigdalite crônica: quando a infecção dura mais de 3 meses ou é recorrente

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